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DESAFIOS E PISTAS PARA A CONVIVÊNCIA ENTRE OS FORMANDOS DE FAIXAS ETÁRIAS E EXPERIÊNCIAS DIFERENTES NO PROCESSO FORMATIVO

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ASSESSOR: PE. DR. ANSELMO MATIAS LIMBERGER – DIOCESE DE SANTO AMARO

 

 INTRODUÇÃO

 Diante do tema “desafios e pistas para a convivência entre os formandos de faixa etária e experiências diferentes no processo formativo”, o referido assessor iniciou suas palestras apresentando três pressupostos para entendermos quem é o homem: 1. Pressuposto antropológico; 2. Pressuposto filosófico; 3. Pressuposto científico.

 

PRESSUPOSTOS ANTROPOLÓGICOS

 

A primeira pergunta que surge é: “Quem é o homem?”. Diante dessa pergunta o Assessor apresentou algumas teorias que podem nos ajudar na busca desta compreensão.

  1. Empirismo: Empiria significa matéria. Neste conceito, todo conhecimento é sensório e perceptível. O conhecimento se apresenta à partir dos sentidos, com a observação.
  2. Racionalismo: A ciência segue critérios rigorosos de experimentação.
  3. Materialismo: O conceito de homem é a matéria.
  4. Modernismo: O homem é máquina.
  5. Contemporaneidade: O homem é matéria e mente (ou alma, se o estudo partir da Fenomenologia).

 

PRESSUPOSTOS FILOSÓFICOS

 

  1. Filosofia Platônica: Esta filosofia dividiu o homem em duas partes (corpo e alma). É uma idéia vinda de Platão: A alma está prisioneira no corpo. Simbologia platônica: O corpo é o cavalo, e aquele que conduz é a alma. Um dia o homem se libertará do corpo. (podemos verificar este pensamento através do Mito da Caverna).
  2. Racionalismo / Descartes: Descartes é dualista. Para o filosofo, o homem é corpo e alma (Todas as funções ficam para o corpo. O pensar é função da alma).
  3. Positivismo / Comte: Comte nega que o homem seja alma e espírito. Segundo ele, o homem é apenas matéria. Wndt nega a idéia apresentada por Augusto Comte, pois segundo ele o homem é corpo e mente.
  4. Materialismo / Feuerbach e Marx: Aqui não existe a questão de alma e do espírito. O homem reduziu-se a matéria.

 

PRESSUPOSTOS CIENTÍFICOS

 

Os pressupostos científicos provem das correntes filosóficas apresentadas à cima. E, todas as correntes científicas são consideradas pelo Assessor, como importantes para a compreensão da personalidade do ser humano.

 

PERSONALIDADE: DESENVOLVIMENTO, FUNCIONAMENTO E ESTRUTURAÇÃO

 

SIGMUND FREUD E A PSICANÁLISE

 

A teoria psicalista foi apresentada como uma forma de entendimento da personalidade. Para Sigmund Freud o homem é constituído de corpo e aparelho mental. No aparelho mental é descrito o psiquismo mental. Freud foi médico, e, portanto, possuía um estudo cientifico. Lentamente Freud encontrou apoio para construir sua teoria. É importante ressaltar, que desde o início de seu estudo, Freud preocupou-se com a pessoa desde seu nascimento até a morte. E, portanto, não se ocupou com estudos que provém antes do seu nascimento, e, depois da sua morte.

DESENVOLVIMENTO PSICOSSEXUAL

 

  1. Fase oral (1º ano): Do momento do nascimento até o primeiro ano de idade, o homem encontra-se na fase oral. É pela via oral que o bebê incorpora o mundo.
  2. Fase anal (2º ano): Do primeiro para o segundo ano o bebê aprende a caminhar e a engatinhar. Aqui inicia a linguagem. Iniciam-se também as normas higiênicas, principalmente quando o bebê vai para escola (creche). A criança entra na fase anal. Ela tem prazer em controlar o seu intestino. Nesta fase pode surgir o homem controlador/ obsessivo. Nesta fase a energia está localizada no anus.
  3. Fase fálica (do 3º ao 5º ano): No terceiro ano a criança entra na fase fálica. A energia sexual se desloca do anus e se localiza no genital. A criança tem o prazer de manipular o genital. Isso não causa perturbação psíquica na criança. Piaget diz que nessa fase a criança não tem normas morais. De três a cinco anos a criança entra no mito de Édipo (também conhecida por fase edipiana). A criança psiquicamente quer tomar o lugar do pai. Quando o pai coloca limites no seu prazer com a mãe – quando o pai diz: “não” – isso é entendido pela criança como “castração”.  Aqui ainda está na fase da anômia (segundo Piaget).
  4. Fase latência (do 5º ano aos 11 anos)
  5. Fase adolescência: A homossexualidade é definida a partir dos onze anos, ou doze anos. Aqui o adolescente começa a fazer as experiências sexuais. O adolescente quer consertar o mundo, mas não consegue controlar a sua própria vida. O adolescente apresenta um discurso ideal, longe do real. Contudo, não se pode culpar o adolescente pela discrepância entre o ideal e o real.

 

A ENERGIA PSÍQUICA QUE SE DESLOCA

 

Segundo Freud, a energia psíquica é uma força que está dentro da pessoa. Essa energia se desloca. Quando a criança nasceu a energia está na boca (fase oral); depois a energia se desloca para o anus (fase anal). Aqui a pessoa tem um comportamento obsessivo/compulsivo. Depois a energia se desloca para os genitais (fase fálica). Aqui entra a fase da sublimação (deslocar a atenção do prazer dos órgãos genitais para outros campos: leitura, caminhada, etc.). A pessoa quando está procurando um isolamento dificulta a sublimação. No sentido vertical, do cinco aos oito anos o educador pode gerar na criança uma personalidade saudável. A terceira chance se dá quando o homem se torna jovem e vai para o trabalho. No relacionamento empregado/ patrão o jovem tem uma terceira chance de ter uma personalidade saudável. No sentido horizontal, a criança pode ter uma personalidade saudável no aprendizado com outra criança. A segunda chance se dá no relacionamento com seu namorado ou sua namorada.

 

SETORES DA PERSONALIDADE

 

Cada ser humano é diferente do outro. Fazendo a leitura dos setores da personalidade conseguimos entender o porquê dessas diferenças. Podemos analisar uma pessoa à partir destes pontos. Vejamos:

 

  1. Afetivo/ relacional: Trata-se da queixa da sexualidade (a não aceitação da opção sexual / não aceitação da sogra). Como se relaciona com o professor? De forma negativa? Como se relaciona com os colegas de escola? De forma negativa? Se a pessoa tiver problema com as autoridades, podem ter certeza que vão levar isso para a vida presbiteral. Esse é problema com a autoridade.
  2. Orgânico: Diz respeito à saúde. Qual é o histórico da vida orgânica deste ser humano? Aqui o setor produtivo é o trabalho. No trabalho como ele se relaciona com os colegas e com o patrão?
  3. Sócio-cultural: Trabalhos caritativos e culturais. É uma pessoa caridosa? Procura conhecimentos culturais?

 

FUNDAMENTOS DA PERSONALIDADE

 

Freud recebeu o caso de uma paciente que estava com um delírio. Ele então utilizou a técnica da hipnose. E, a paciente voltava ao normal quando ela estava sobre este efeito. Outro caso foi de um homem que foi atingido por um raio. Ele ficou rígido. Quando Freud realizou a técnica da hipnose o homem voltou ao normal. Freud descobriu que a mulher estava tendo esse delírio porque ela tinha uma atração sexual pelo cunhado. Quando a irmã morreu, ela teve a vontade de “se jogar nos braços” do cunhando. Para que isso não acontecesse, essa mulher surtou. Diante disso, Freud, definiu o ser humano como um iceberg: Imagina que um iceberg está flutuando sobre as águas. Uma pequena parte que nós vemos é uma barra de gelo, contudo, a maior parte está submersa sobre as águas. Assim, Freud faz uma comparação: a pequena parte que vemos – Energia Consciente. A maior parte que vemos – Energia pré-consciente. Essa energia pré-consciente estava na parte consciente, contudo quanto mais nos distanciamos do momento presente do consciente, a energia pré-consciente vai se afastando da consciência. A parte mais profunda do iceberg é comparada como a energia inconsciente. Ela é atemporal e universal. Sobre o inconsciente não existe controle.

 

ALGUNS CONCEITOS DA TEORIA PSICANALÍTICA

 

Antes de prosseguir foi preciso passar alguns conceitos de Freud:

  1. O instinto – Ele nasce do inconsciente, que passa num determinado momento à consciência. O organismo se equilibra quando o instinto sai do inconsciente, passa para a pré-consciência, chegando a consciência, até chegar a realização na vida real.
  2. O id – Dia e noite ataca o Super Ego. Ele é a força que diz: “Tudo pode!”.
  3. A repressão – O instinto nasceu do inconsciente, porém, quando chegou à consciência houve uma censura. O instinto foi reprimido ou recalcado. Aqui entra a figura do Super Ego, que é moral e cultural. Ele é a voz que diz: “Isso não pode!”.
  4. O inconsciente pode dissolver o Super Ego – Quando acontece de um instinto de natureza sexual ser liberado do inconsciente, e, logo após ser recalcado e reprimido, este mesmo instinto toma o nome de neurose. Dessa forma o instinto volta ao inconsciente. Então a inconsciente tenta enganar o Super Ego. E, portanto, o inconsciente manda um instinto diferente para dobrar o Super Ego. Por exemplo: o álcool. O álcool dissolve o Super Ego.
  5. A Sublimação – Significa dar outro sentido para a energia sexual. É encontrar em outros afazeres, para tirar o foco de um determinado local e passar para outro. A energia que deve ser negada pode ser subliminada. Dessa forma o organismo entra em harmonia.

 

Dinâmica Psíquica:

 

Topográfico: Reprime numa obra e explode em outra. (válvula de escape)

O instinto sexual é formado do inconsciente. Quando chega ao consciente é recalcado pelo Super Ego. Podemos então tirar o foco através da sublimação.

 

ESTRUTURA MENTAL:

 

  1. Neurótica (N): A neurose significa inquietação; incerteza; insegurança. O ser neurótico é percebido pela inquietação, pela incerteza e pela insegurança. Ex.: É aquele que senta no banco e fica mexendo as pernas. Isso pode ser ligado à angustia ou a ansiedade.

 

  1. 1.Neurótico histérico (H): As percepções ficam alteradas. Podem ter alucinação ou delírio. Não se importam em se expor. Eles gostam de se colocar como objeto de desejo. Freud chega a uma técnica: interpretação (cura pela fala): 1. Fala vazia: A pessoa não cria vinculo, ou seja, a pessoa muda de assunto. 2. Fala cheia: A pessoa conversa de acordo com o assunto.
  2. 2.Neurótico Obsessivo (O): Ele cumpre ritual (de organização, de limpeza e segurança). A rigidez é algo muito forte sobre ele.
  3. 3.Neurótico Obsessivo Compulsivo (O – C): Compulsivo significa que prendeu o controle. Ele cumpria ritual, pois é obsessivo. É compulsivo quando perdeu o controle na organização, na limpeza e na segurança.
  4. 4.Neurótico Narcísico (N – N): Ele quer ser elogiado. Quando não está saudável faz uma super projeção.

 

  1. Perversão (P): Também se pode conhecer um distúrbio perverso.
  1. 1.Perversão Fetichista (F): Ele elege a parte pelo todo.
  2. 2.Perversão Voyerista (V): Possui prazer em olhar.
  3. 3.Perversão Exibicionismo (E): Sente prazer em se mostrar. Gosta de mostrar principalmente os genitais.
  4. 4.Perversão Sádica (S): Nega o prazer para o outro. E, não sabe lidar com o próprio prazer.
  5. 5.Perversão Homossexual (H): É a busca do prazer com alguém do próprio sexo.
  6. 6.Perversão Masoquista (M): Não consegue lidar com o prazer.
  7. 7.Perversão da Pedofilia (P): Busca do prazer com crianças até 12 anos. Não precisa ter penetração. Abuso de adolescentes (dos 12 até os 18 anos).

 

CONFIANÇA BÁSICA

 

Qual é o conceito de confiança básica? É o primeiro momento em que o bebê, ao chorar, tem a confiança de que a mãe vai atender ao seu pedido. Se essa confiança básica falhar com a mãe, pode-se ter outra chance com a professora, e, se com a professora falhar, pode ser atendida com o patrão. Se, mesmo assim, isso não acontecer, a pessoa precisa consertar isso com o profissional. Diante disso, a confiança básica, vinda da primeira fase da criança norteia toda a vida do ser humano.

 

MECANISMOS DE DEFESA DO EGO

 

  1. 1.Negação: “Não fui eu que fiz!”. Os mecanismos de defesa disfarçam os impulsos para que seja aceito pelo consciente. E, assim, o impulso é naturalmente aceito. Se o impulso disfarçado for um impulso negado pela sociedade isso gera um distúrbio no ser humano.
  2. 2.Repressão: São os impulsos reprimidos/ recalcados. O dia que surge uma oportunidade, esses impulsos “enganam” o Super Ego. Os impulsos reprimidos/ recalcados quando consegue enganar o Super Ego, destrói tudo! Portanto, reprimir não resolve a questão.
  3. 3.Formação reativa: O impulso que vem do inconsciente é impedido de manifestar uma reação negativa, então, o impulso gera uma reação positiva. Essa reação positiva não é na verdade algo bom, mas é uma agressão disfarçada de reação positiva. Ex.: Quando alguém está com vontade de dar um soco no rosto do outro, e ao contrário, dá um presente.
  4. 4.Projeção: Conteúdos negativos não aceitos se projetam no outro. O individuo não reconhece que a causa não esteja nele.
  5. 5.Regressão: No momento presente, o individuo passa por um estresse traumático muito grande, então, o individuo psiquicamente regride a um estado primitivo.
  6. 6.Fixação: É um travamento psíquico. Quando o individuo passa por um evento traumático (fantasia ou realidade) e o mesmo trava em alguma fase (oral, anal, fálica, latência e adolescência).
  7. 7.Sublimação: O instinto vem de uma natureza e encontra a sua realização em outra natureza. Assim, ele cessa.
  8. 8.Ato Falho: O Ego engana-se. “Eu não sei lidar com a perda do pai ou da mãe. Então no velório o filho fica rindo e contando piada”.
  9. 9.Xistes: O Ego permite! Vem um conteúdo para o consciente de forma transformada. Ex.: Trocar uma palavra por outra sem ter consciência.

 

ASSERTIVIDADE

 

Assertividade é um conceito que significa “não à hipocrisia”. Assertividade não é agressividade, ou seja, não se precisa ser agressivo para ser verdadeiro. A objetividade não precisa ser acompanhada pela agressividade.

 

PSICOLOGIA SOCIAL

 

Existe uma área da psicologia, chamada de psicologia social, que pode ser estudada e pode ajudar muito na formação do ser humano.

 

  1. Papel: O papel social deve ser mantido. Ex.: O seminarista deve manter-se no papel de seminarista, e, o reitor deve manter-se no papel de reitor.
  2. Identidade: Quem sou eu? O individuo deve saber se identificar e se reconhecer. A identidade do presbítero é a configuração com a Pessoa de Jesus Cristo, o Bom Pastor. Aqui a pessoa deve aceitar-se, e, aceitar o outro.

 

PSICOSE MANÍACA DEPRESSIVA

(Depressão bipolar: estado de mania e isolamento)

 

A expressão utilizada hoje é transtorno afetivo de humor. 1. É um tipo de psicose. Mas, o que é a psicose? O psicótico tem um rompimento da estrutura mental. O tempo todo o psicótico está em estado delirante. (a fantasia e a realidade não estão em sintonia com o individuo). Esse grupo de gente não tem contato com a realidade. 2. Por que maníaco? O individuo está em estado de mania, pois ele precisa fugir da própria psicose. 3. Por que depressivo? A depressão é marcada pela tristeza; pelo pessimismo; e é marcado pela idéia suicida. Esse indivíduo passa por momentos de mania e de isolamento. Então existem momentos que este indivíduo entra em estado de mania (“em pleno vapor”) e depois sai deste estado e entra em estado de isolamento. O tratamento para um psicótico maníaco depressivo é através da técnica sistêmica cognitiva comportamental (behaviorismo). Deve-se encaminhar para um neurologista.

 

FREUD E JUNG

 

Sigmund Freud conheceu Jung e, Freud viu em Jung um dos maiores conhecedores da psicanálise. Contudo, em um determinado momento Jung e Freud se desligam no que tange a uma sociedade. Jung, então, cria uma teoria da personalidade, contudo, a diferença entre os dois está no fator de que o referido psicólogo trata do anterior à vida e do posterior à vida.

Para Jung, o inconsciente pessoal são todos os dados presentes no inconsciente da pessoa desde o momento do seu nascimento até o dia presente. Já o inconsciente coletivo é um inconsciente que está à cima da inconsciência subjetiva. O inconsciente coletivo é a temporal e universal.

Sobre o tipo de personalidade, Jung diz que existem dois modos: 1. O tipo introvertido; 2. O tipo extrovertido. A partir deste tipo (introvertido/ extrovertido) Jung propõe personalidades indefinidas.

Jung também deseja a imagem de uma pessoa e dividi-a em quatro partes. A cabeça: pessoas racionais; o coração: personalidades mais emotivas / o sentimento domina aquilo que a pessoa vai fazer; mão direita: função sensação – são as percepções; mão esquerda: intuição – personalidade que tem criatividade;

 

CONCEITO DE ARQUÉTIPO

 

Existem arquétipos que estão localizados no consciente, outros no inconsciente pessoal, e outros ainda no inconsciente coletivo.

 

  1. Persona:

O primeiro conhecido é o “Persona” (máscara): É a mascara que adotamos para nos apresentarmos socialmente. A máscara esconde uma pessoa. Todos nós usamos uma máscara: modo de cabelo, barba, roupa, sapato, relógio, [...]. Todos nós precisamos da máscara para a nossa vida.

 

  1. Ego:

O Ego ocupa o centro da consciência. Existe um núcleo racional/emocional no consciente.

 

  1. Sombra:

É o primeiro arquétipo localizado no campo da inconsciência. São conteúdos negativos que cada indivíduo trás em si. É uma caixa negra. Normalmente são as vivências negativas que marcam a nossa vida. Muitas vezes manifestamos as nossas sombras na forma projetiva (projeção).

 

 

  1. Animus / Anima:

Animus é a metade da alma masculina na mulher. Anima é a metade da alma feminina no homem. Aqui entra a questão do travestismo e do homossexualismo. O animus são características masculinas, e, a animas são características femininas. Essas características são todas culturais, por isso, o homossexualismo não pode ser entendido como travestismo (características femininas).

 

  1. Self:

Self é o centro integrador do psiquismo. Tudo passa pelo Self. Traduzindo, o Self é o si mesmo. É reconhecer seus potenciais e integrar na vida as forças emocionais e os potenciais inatos (facilidades inatas – ex.: facilidade de aprender uma língua, ou uma facilidade no campo do sentimento; facilidade para tocar um instrumento; facilidade para fazer humor; [...]).

 

 

PERSONALIDADE INTROVERTIDA E EXTROVERTIDA – E O ARQUÉTIPO PREDOMINANTE

 

A partir desses conceitos, Jung fala de personalidade introvertida e extrovertida. Para entender uma personalidade, Jung, criou algumas técnicas. Por exemplo, a técnica de associação de palavras. Depois, Jung desenvolveu outros testes, para dizer que as personalidades podem ser introvertidas ou extrovertidas, e pode ter um arquétipo predominante. O Objetivo da análise é o conhecimento de si mesmo – que é a personalidade e qual o arquétipo predominante, e, os arranjos (qual dos arquétipos vem em primeiro lugar e sucessivamente.).

 

PSICÓTICO

 

O psicótico não possui o Super Ego. Aquilo que está no inconsciente passa para o consciente sem nenhuma estrutura que o barre. Veja algumas características do psicótico: Quando a mãe é psicótica, o filho sempre vai ser psicótico. O psicótico é extremamente sedutor – antes de fazer um pedido ele faz um elogio. Ele “banca” o bom para aquele que o coordena, pois ele vê na figura de autoridade uma ameaça. É uma pessoa que merece muita atenção e uma boa terapia. A inteligência do psicótico, muitas vezes, supera a inteligência do neurótico. O psicótico que tem alucinação enxerga o tempo todo. Ele não tem a noção de diferenciação de realidade e fantasia. O neurótico histérico só tem alucinação quando está em surto. O delírio do psicótico é realizado com “eco de pensamento”, com o “roubo de pensamento”, e possui um “delírio de grandeza”. O psicótico é paranóico – Ele sempre ataca como defesa.  Ele imagina que as pessoas estão atacando-o e sempre se defende com um ataque. Ele é hiper-vigilante.

 

Desenvolvimento da personalidade – Winnicott

        O Pe. começou a palestra fazendo uma referência com a mulher gravida e o nascimento do bebê passa pela fase de  Dependência absoluta Winnicott vai afirma que neste estado o bebê não possui meios para perceber os cuidados maternos, que é em grande parte uma questão de profilaxia. Ele não tem qualquer controle sobre o que é bem ou malfeito, mas está em posição de obter algum proveito ou de sofrer algum distúrbio. Temos a fase da integraão em queinniccott afirma que o bebê não tem mais uma relação psíquica.

            O Pe Anselmo fala também da  Dependência relativo, em Winnicott informa que aqui o bebê sente a necessidade de alguns fatores do cuidado materno, e pode, de uma forma crescente, relacioná-los ao impulso pessoal, e posteriormente, em um tratamento psicanalítico, pode repeti-los na transferência.

            Nos esclarece também sobre o desligamento ou seja, Rumo à independência Winnicott afirma através da exemplificação do bebê que  desenvolve meios de se articular sem cuidados reais. Isto é possível graças ao acúmulo de lembranças de cuidados, da projeção de necessidades pessoais e da introjeção de fatores do cuidado, com o desenvolvimento da confiança no ambiente. Devemos acrescentar aqui mais um elemento, a compreensão intelectual que traz consigo consideráveis implicações

            Quando está relacionado ao seminário o seminarista transfere ao formador. O formando quando confia no formador ele vai deixar ser conduzido pela dependência.

            No seminário menor deve-se criar vinculo familiar com o formando, isso mostra uma forma de encontro familiar. Outro setor é o produtivo, por exemplo no trabalho, deve-se o formador trabalhar junto com o formando, mostrando uma proximidade um com o outro. Tem também o setor orgânico, aqui o formador dever ter cuidado com o formando, por exemplo na questão dos dentes, observar as dificuldades e conhecer a situação do formando. Por fim o setor social, referente a escola. O formador dever preparar o formando no âmbito escolar para que o formando tenha mais segurança.

            O Pe. Anselmo falou também da Não-integração, em que afirma que  Winnicott emprega o termo não-integração para descrever os estados mais tranquilos do bebê e destaca que o oposto da integração parece ser a desintegração. Isto é parcialmente verdadeiro. O oposto, inicialmente, exige um termo como não-integração. O relaxamento, para o bebê, significa não sentir a necessidade de estar integrado, considerando a função de suporte egóico da mãe.  Contudo, tanto o bebê quanto o adulto capazes de relaxar e de não integrar-se conhecem existencialmente a experiência de confiar e de sentir-se salvo. Esta é uma experiência que conduz à capacidade de gozar das atividades culturais. A não-integração está associada ao ser e à criatividade. A capacidade de não integrar-se, assim, também constitui-se em uma aquisição do desenvolvimento”. Já a Integração é a partir da matriz de uma relação mãe-bebê suficientemente-boa o ego é capaz de desenvolver-se. Constitui-se em função do ego, de acordo com o esquema traçado por Winnicott, integrar certas experiências à personalidade.

            O adulto vocacionado e o formador

            A situação do adulto, de como ela esta a partir dos questionamento abrindo os conteúdos dele. Na parte afetiva, nos relacionamentos, na produção das atividades, no social. O formador deve conhecer as dificuldades do formando em relação as disciplinas, então contrata um professo particular, mas não contrata um professor para todas as disciplinas, porque vai ser uma “melecada”.

Se a gente olhar, o formador deve separar o adulto do adolescente, deve ter muito cuidado. Se não houver um espaço que os separe, então ter cuidado para não expor os adultos  diante dos adolescentes nas questões sexuais. Então, utilizar a palavra de Deus, ou seja a sagrada escritura para motivar o chamado vocacional do adolescente

A Personalização no mesmo trato que o bebê recebe de sua mãe e de outros – toda uma enormidade de aspectos do cuidado corporal – contribui para que se sinta uma pessoa. Winnicott acentua, ao utilizar o termo personalização, sua oposição à ‘despersonalização’: à cisão psique-soma do paciente que não experimentou o trato suficientemente-bom.

            Na Preocupação materna primária apresenta que a mulher grávida sadia transforma-se em mentalmente ‘enferma’ pouco antes de dar à luz e algumas semanas após o parto. Esse estado único é denominado por Winnicott de ‘preocupação materna primária’. A saúde psicológica e física do bebê, de acordo com sua tese, está na dependência de a mãe ser capaz de ingressar e sair desse estado tão especial do ser.

            Já o Espaço potencial e a separação Wonnicott refere que O bebê necessita de um bom começo por estar fundido com a mãe. Esta experiência, se tudo correr bem, leva o bebê a confiar e crer em sua mãe, internalizando a experiência boa de estar dentro dela, nascer para ela, e viver com ela. Desenvolvendo-se e emergindo do estágio de dependência absoluta, necessita repudiá-la como sendo um não-eu, a fim de separar-se e compreender a diferença existente entre o interior e o exterior. Quando isso ocorre, a mãe deve começar a desadaptar-se – isto é, lembrar-se de que possui suas próprias necessidades – assim, desiludindo o bebê.

            “Solidão”: capacidade de estar só – pessoa madura. Lembrando Winnicott, quem tem a estrutura pessoal fragilizada, vai ter mais dificuldades de integração. Essa capacidade de estar só é resultado de um longo processo formativo.

 

 

Parte III: Síntese, pistas para a convivência entre formandos de faixas etárias e experiências diferentes no processo formativo

 

a.)     Etnocentrismo: o meu grupo, o meu valor é o certo; trata o diferente com hostilidade. Quebra-se o etnocentrismo com a relativização – reconhecer o outro como portador de valor. A diferença é ameaçadora. O grupo do outro é engraçado, absurdo (ROCHA, 1996).  No seminário é preciso trabalhar o etnocentrismo para que aja uma convivência sadia, que as pessoas saibam reconhecer os valores do outro. Seja trabalhado a acolhimento, a forma de pensar.

 

 

Anexos do Encontro

Acompanhamento Espiritual

 - Contexto Atual

- Contexto Pessoal

- Discipulado Missão

- Juventude e Contexto

- Juventude e Vocação

- Projeto de Vida

- Sistema Familiar

- Situação Vocacional

- Congregação para a Educação Católica

- Desafios e Pistas para a Convivência entre Formadores

- Quadrante de Contatos do Encontro

- Fotos do Encontro